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SOMOS NEANDERTAIS

  • 1 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

Os neandertais foram extintos há 45.000 anos, mas não completamente. Há qualquer coisa deles que permanece em nos, de acordo com o estudo publicado há uns meses pela revista cientifica Natura. Este estudo mostra como os genes dos neandertais, representando entre 1.5 e 2.1% do ADN dos humanos da atualidade, serviu ao homem moderno não africano para sobreviver aos climas frios.

De acordo com a informação do genoma de mais de mil pessoas da Europa e do Este da Asia, descobriu-se que existe uma concentração maior da normal de genes neandertais na queratina. Esta proteína forma a parte exterior da epiderme, e é responsável pela resistência do pelo e da pele. Pelo que acredita-se que a maior presença de genes de neandertais pode encorajar o crescimento de pelo corporal nos humanos de forma a ficarmos protegidos contra as temperaturas baixas.

A informação obtida neste estudo é muito interessante. Primeiro, pode servir-nos para sermos mais humildes sempre que estivermos tentados pelo sucesso ou nos sentirmos superiores a outros. Como poderemos ser superiores se no final de contas não passamos de uns neandertais, como todo o mundo.

Também podemos pensar no na utilidade que tem os genes neandertais. Se calhar podemos vir a mostrar as vezes o animal que vive dentro de nos, o que realmente somos. Por alguma estranha razão, o instinto primário e habilidades sensoriais parecem ser desaprovadas ou mal vistas nos dias de hoje. Isso é um erro crasso porque são a base de quem somos como seres humanos. Nos podemos e devemos crescer em cultura, ciência, arte, sabedoria. Mas se nos esquecermos do valor do riso e das lágrimas, do prazer e da dor, se nos esquecermos de olhar, tocar e saborear, estamos destinados a tornar-nos marionetas sem alma. Vamos respeitar o Neandertal dentro de nós: o mundo agradece.


 
 
 

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