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MENSAGEM NA GARRAFA

  • 14 de mar. de 2016
  • 2 min de leitura

101 Anos depois, foi encontrada uma mensagem lançada ao mar numa garrafa. Richard Platz lançou a mensagem ao mar Báltico em 1913 a foi devolvida a sua bisneta depois de que um pescador a encontrara. A mensagem numa garrafa que mais tempo viajou pelos mares finalmente chegou ao seu destino, mais de um século depois de ter sido lançada.

O Museu Marítimo Internacional de Hamburgo confirmou que a garrafa encontrada em março por um pescador é autêntica e que uma investigação logrou encontrar a bisneta de Richard Platz, cuja mensagem pedia a quem encontra-se a garrafa para a fazer chegar a sua casa em Berlim. Ao receber um século depois a mensagem do seu bisavô, Ângela Erdmann emocionou-se: “era incrível, as lágrimas começaram a correr-me pela cara”, explicou a agencia DPA. Até agora, a mensagem numa garrafa mais antiga conhecida tinha estado no mar 98 anos.

Emocionante. Umas palavras escritas há mais de um século que, ao final, chegaram ao seu destino. O seu destinatário pode lê-las, mesmo não tendo nascido ainda quando foram escritas. Este episódio lembra-nos que nunca é demais expressarmos o que pensamos ou sentimos. Mesmo que em ocasiões possa parecer que ninguém nos ouve, que somos caminhantes perdidos no deserto, ou náufragos como essa garrafa errante com a mensagem, sempre haverá alguém que nos oiça. Sempre haverá alguma pessoa quem as nossas palavras ajudem.

De qualquer forma, também temos de pensar no canal que escolhemos para comunicar-nos. Hoje não são necessárias garrafas com mensagens: temos o telefone, email, whatsapp, videoconferências… Muitas vezes, por comodidade ou preguiça ou medo escolhemos alguma destas vias para evitar o contacto pessoal. E não há tecnologia que possa substituir isso. Para as coisas importantes não há nada melhor do que olhar nos olhos da outra pessoa e dizer em voz alta o que é preciso dizer. Assim assegurar-nos de que a mensagem chega, sem esperar cem anos.


 
 
 

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